Alugar direto com o proprietário: Entenda os riscos e perigos

Na hora de procurar um imóvel, algumas pessoas podem considerar alugar direto com o proprietário uma boa opção. Afinal, é uma forma de reduzir custos e, eventualmente, propicia uma negociação menos burocrática.

Contudo, há muitos riscos envolvidos nesse tipo de locação. Uma vez que não há intermediação de empresas especializadas no setor. Que podem assegurar que tanto o locador, quanto o inquilino, não sejam passados para trás.

Valor acima do Mercado

Uma das primeiras coisas que precisamos considerar, quando pensamos no aluguel direto. É que, pela falta de uma avaliação técnica do imóvel, o valor solicitado pelo locador pode estar acima do mercado.

Assim, isso pode acontecer por diversas razões. Mas geralmente está associado a uma valorização inconsciente do imóvel por parte do locador. Da mesma forma, também pode ocorrer por uma falta de transparência na hora da negociação.

Pois, quando falamos de alugar direto com o proprietário, em geral, nenhuma das partes envolvidas tem conhecimento técnico na área. O que torna, tanto a avaliação do imóvel, quanto a negociação do valor um processo muito mais subjetivo.

Entretanto, com o auxílio de um corretor de imóveis, ambas as partes obterão respaldo técnico para concretizar a negociação. Garantindo assim, que ninguém seja prejudicado.

Risco de alugar direto com o proprietário: Mau uso da legislação

Da mesma forma, o mau uso da legislação ao fechar o contrato é um risco recorrente no aluguel direto. Pois, o contrato tem a função de proteger os interesses do inquilino e do locador.

Dessa forma, ele deve ser elaborado com base em leis e regras específicas. Que comumente são ignoradas ou mau compreendidas durante a elaboração e assinatura do contrato ao alugar direto com o proprietário.

A princípio, gerando riscos para o inquilino, que pode ficar encarregado de obrigações que não são suas. Assim como para o locador, que pode ficar sem respaldo em caso de inadimplência ou mau uso do imóvel.

Em resumo, são diversas normas e regras que devem estar previstas para garantir os direitos de ambas as partes. Que são melhor conhecidas por profissionais do mercado. Por exemplo:

  • Como fazer o reajuste anual do aluguel;
  • Termo de vistoria;
  • Consequências para a má utilização do imóvel;
  • Responsabilidades do locador quanto a manutenção do imóvel;
  • Multas;
  • Inadimplência.

Relacionamento desgastado

Além disso, também é importante ficar atento quanto a qualidade do relacionamento entre o locador e o inquilino. Já que é muito importante conservar uma boa relação durante a vigência do contrato.

Pois, uma boa relação garante que eventuais problemas ou discordâncias sejam resolvidas sem desgaste e atrito. A necessidade de manutenção no imóvel, ou pendências no aluguel, podem tornar a relação do locador e inquilino insustentável.

Resultando, inclusive, em ações judiciais. Certamente, esse é um penoso e recorrente desfecho quando é tomada a decisão de alugar direto com o proprietário.

Alugar direto com o proprietário: Qual o estado de conservação do imóvel

Por fim, outro risco atrelado ao aluguel direto de um imóvel, é a falta da avaliação técnica realizada por um corretor de imóveis. Que poderia detectar, antes do fechamento do contrato, irregularidades na propriedade.

Afinal, tais irregularidades podem, inclusive, trazer riscos ao inquilino. Além de causar muitos prejuízos, caso não esteja especificado no contrato que o locador é responsável pela manutenção do imóvel.

Da mesma forma, alugar direto com o proprietário, geralmente não oferece respaldo nenhum ao locador. Quanto ao estado de conservação do seu imóvel, ao final do período de contrato.

Portanto, ter o auxílio de um serviço imobiliário é um diferencial que pode poupar muita dor de cabeça. Tanto para o locador quanto para o inquilino do imóvel.


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